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O que é a Terapia Cognitivo-Comportamental?

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Primeiro devemos salientar que é o tipo de abordagem que mais se dissemina dentro da psicologia clínica ultimamente, tendo ascensão no cenário mundial e conquistando cada vez mais seu espaço entre os profissionais e usuários de saúde mental. Isso se deve principalmente a comprovação empírica de sua eficácia. Há um volume respeitável de estudos controlados que avaliaram o tratamento com Terapia Cognitiva em transtornos mentais como Depressão Unipolar, Transtornos de Ansiedade, Transtornos Alimentares, Transtornos Somatoformes entre outros comprovando sua eficácia. Novos estudos corroboram isso para um número cada vez maior de transtornos mentais.

Ok, ela se expande, tem sua eficácia comprovada, mas sobre o que realmente estamos falando? Sobre o que trata especificamente esse tipo de psicoterapia? Antes de responder a essas perguntas devemos explicar o contexto em que ela surgiu. A Terapia Cognitiva, ou Terapia Cognitivo-Comportamental é uma ramificação dentro do campo de conhecimentos da psicologia no tronco de uma árvore maior chamada Ciência Cognitiva, que surgiu no final da década de 50 no que ficou conhecido como “Revolução Cognitiva”.

Esse movimento nada mais foi do que a convergência de trabalhos teóricos e experimentais de diferentes áreas do conhecimento tais como Filosofia, Antropologia, Linguistica, Cibernética, Psicologia e Neurociencias com a consolidação de uma nova maneira de conceber a mente baseada na “Metáfora Computacional”. Era uma nova e promissora metáfora para estudar o psiquismo humano, baseada no cérebro como um processador de dados advindos da realidade externa. A “metáfora computacional” mostrou-se capaz de ir ao encontro dos novos estudos que, por sua vez, encarregaram-se de evidenciar a possibilidade de investigações científicas sobre os fenômenos mentais, gerando, dentro de um caráter interdisciplinar, as ciências cognitivas.

A reverberação desse movimento na psicologia se deu principalmente com Aaron Beck no inicio da década de 60. Ele é o precursor da Terapia Cognitivo-Comportamental. Na verdade, pode-se dizer que existem “Psicoterapias Cognitivo-Comportamentais” já que “Terapia Cognitivo-Comportamental” é um termo genérico que abarca mais de 20 tipos de abordagens. Essas se diferenciam pelas estratégias adotadas ou por aspectos conceituais acerca dos diferentes transtornos. Porém o que as une são alguns pressupostos em comum, baseados no Modelo Cognitivo, modelo explicativo do funcionamento humano decorrente do processamento de informações.

Mas como funciona esse tal de modelo? Para explicar podemos nos remeter aos estudos de Aaron Beck sobre a Depressão. Ele notou que os pacientes deprimidos tinham similaridades em relação a aspectos cognitivos como a visão negativista que eles tinham sobre o mundo, as pessoas e em relação a eles mesmos. Ele inferiu então que a sintomatologia depressiva era ocasionada por essas distorções cognitivas, ou seja, distorções a nível do pensamento. Para comprovar sua teoria ele propôs o uso de estratégias para corrigir tais distorções que se mostraram muito efetivas no tratamento da sintomatologia depressiva. A premissa básica do Modelo Cognitivo é a de que não são as situações do nosso cotidiano que determinam como sentimos ou como nos comportamos, e sim a nossa interpretação dessas situações. Portanto, numa mesma situação uma pessoa pode ter uma reação emocional bem distinta de outra pessoa. A nossa interpretação vem em forma de pensamentos que influenciam e são influenciados por nossas emoções e comportamentos. Por exemplo, um leitor A pode a partir da situação "começar a ler este texto sobre terapia cognitiva" ter a interpretação "Nossa! Isso faz muito sentido! Que legal!" (Pensamento), se sentir empolgado (emoção) e continuar lendo ate o final (comportamento). Outro leitor B pode interpretar a mesma situação pensando " Isso não deve ser assim, essa explicação é muito simplista", se sentir irritado (emoção) e parar de ler no meio do texto (comportamento).

Os Transtornos Mentais e Psicológicos são gerados portanto por distorções cognitivas, onde os pensamentos são irrealistas. A Terapia Cognitiva trabalha no sentido de avaliar esses pensamentos para ver o grau de distorção do paciente, afim de que através de técnicas, se possa reestruturar esses pensamentos para outros mais realistas, provocando mudanças emocionais e comportamentais nesses pacientes para que o grau de sofrimento deles desapareça ou diminua promovendo a sua saúde mental.

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